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Leishmaniose

Semana de combate à leishmaniose foca no controle e prevenção

Casos da doença no município são monitorados

12/08/2021 17h03
Por: Redação
Fonte: Site da Prefeitura de Feira

A Semana Nacional de Combate e Controle à Leishmaniose teve início nesta terça-feira, 10, e segue até dia 17. No cronograma de atividades, rodas de conversa, ações de prevenção e tratamento da doença e um ciclo de capacitações com webinários sobre ‘Os impactos biopsicossociais da Leishmaniose Tegumentar’. Nesse período, o Programa Municipal de Leishmaniose também vai investigar a doença em cães na zona rural de Ipuaçu. “Já foram realizados 43 testes, sendo 12 amostras reagentes e quatro com sorologia positiva para calazar”, explica a enfermeira referência técnica Thais Peixoto. A Leishmaniose Visceral (LV), popularmente conhecida por "calazar", é uma doença infecciosa não contagiosa, causada por parasitas que vivem e se multiplicam no interior das células do sistema de defesa do hospedeiro. A forma de transmissão é por meio da picada do mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis). A doença é caracterizada pelo aparecimento de febre de longa duração, perda de peso, perda ou diminuição da força física, fraqueza muscular, hepatoesplenomegalia (aumento do tamanho do fígado e do baço) e anemia, dentre outros. Se não tratada, pode evoluir para morte em mais de 90% dos casos confirmados. CASOS CONFIRMADOS De acordo com o coordenador de Endemias, Edilson Matos, em 2020, Feira de Santana confirmou 10 casos da doença em humanos nos bairros Capuchinhos, Queimadinha, Nova Esperança, Tomba, Gabriela e nos distritos de Matinha e Maria Quitéria. Já neste ano foram notificados três casos e não houve óbitos no período. As ações de vigilância epidemiológica para controle do vetor no munícipio incluem: realização de pesquisa de vetores nas localidades com ocorrência dos casos humanos e caninos confirmados; controle químico (borrifação); exames sorológicos de cães para diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina (LVC); recolhimento dos cães positivos para LVC e realização de eutanásia, mesmo os que não apresentem sinais clínicos, mas apresentem positividade na sorologia.

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