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Priorizar abertura das escolas nas Américas é essencial, diz diretor de Emergências em Saúde da Opas

Ciro Ugarte alertou, contudo, que reabertura deve ser cuidadosa, uma vez que a pandemia da Covid-19 na região não está controlada e vacinação segue lenta

05/03/2021 14h19
Por: Redação
Fonte: SIEEESP

"44 milhões de alunos estiveram afastados das salas de aula nas Américas em 2020", disse Ugarte. "Manter as escolas fechadas por muito tempo pode aumentar as diferenças sociais na região", alertou. "Priorizar a abertura das escolas é essencial [para a região]", continuou o dirigente.

Contudo, Ugarte ressaltou que as altas taxas de transmissão seguem altas em toda as Américas e que, se toda a sociedade não seguir as recomendações individuais e coletivas contra o vírus, qualquer caso nas escolas poderá resultar em surtos.

“É preciso fazer isso [reabrir as escolas] com segurança, preservando a saúde das crianças, dos profissionais da educação e de suas famílias", disse. Vacinação lenta nas Américas Pouco antes, a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, afirmou que a cobertura vacinal nas Américas deve ser muito alta, com mais de 700 milhões de imunizados, para região alcançar imunidade de rebanho contra a Covid-19. Em contrapartida, menos de 63 milhões já foram vacinados. "Para se beneficiar da imunidade coletiva proporcionada pelas vacinas, a cobertura deve ser muito alta. Mais de 700 milhões de pessoas nas Américas teriam que ser vacinadas para garantir uma cobertura de 70% da população", afirmou Etienne.

A diretora da Opas apontou que a vacinação nas Américas segue lenta, principalmente nos países da porção mais pobre do continente. "Dois meses após a entrega da primeira vacina contra a Covid-19, quase 63 milhões de pessoas foram vacinadas nas Américas e Caribe. A maioria dos vacinados está em países do Norte. Embora esses números sejam encorajadores, não são suficientes", afirmou Etienne. O subdiretor da Opas, Jarbas Barbosa, lembrou que a estimativa de se alcançar imunidade de rebanho com 70% de cobertura vacinal divide a opinião dos cientistas. "Muitos falam que será preciso uma cobertura de até 90%", ponderou.

"O mais importante agora [neste início da vacinação nas Américas] é salvar vidas, depois pensaremos em controlar a transmissão", disse Jarbas Barbosa. Etienne informou que o mecanismo Covax enviará 160 milhões de doses para as Américas no primeiro semestre e pediu que os países se preparem para a imunização em massa e priorizem os trabalhadores da saúde e os idosos. "Qualquer pequeno atraso [dentro dos países nas campanhas de imunização] pode atrasar a vacinação em semanas", alertou a dirigente.

130 países sem nenhuma vacina Ainda nesta quarta, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, pediu que países se unam em um plano global de vacinação contra a Covid-19 para diminuir as desigualdades no acesso à vacina, de acordo com a agencia France Presse. Na abertura de uma sessão especial do Conselho de Segurança da ONU sobre vacinas realizada com ministros das Relações Exteriores, Guterres alertou que somente 10 nações administraram 75% das doses até o momento e que 130 países não receberam nenhuma vacina. "O mundo precisa urgentemente de um plano mundial de vacinação que reúna todos os que têm o poder necessário, a experiência científica e as capacidades de produção e financeiras", disse Guterres na reunião virtual.

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